sexta-feira, 10 de julho de 2009

RESENHA SOBRE CIBERCULTURA

Resenha do livro cibercultura de Pierre Levy, professor da Universidade de Otawa.



Para Levy cibercultura, é "conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atividades, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço". Na primeira parte de seu livro ele conglomera cinco capítulos em que o autor narra os conflitos não somente sociais como culturais que as novas tecnologias trazem para a atualidade, onde através de uma exposição de conceitos técnicos que revelam e amparam a cibercultura.
Lévy focaliza as técnicas e seus conflitos na sociedade no primeiro capitulo e fala sobre de que forma que se dar esse processo , a participação do ser humano na cibercultura é uma realidade que faz parte hoje de grande parte da população se tornando assim uma necessidade nessa nova sociedade. Já no segundo capítulo proporciona a utilização da informatica nas ultimas décadas, e através disso se percebe a dificuldade em esboçar uma demarcação ou a definição de seu alcance se analisado apenas o ciberespaço. E por fim ele tem como foco a conceituação do que é virtual, digital, hiperdocumentos e multimídia. No quarto capitulo Levy faz uma conclusão do que é ciberespaço, onde tem como objetivo a inserção do leitor no mundo virtual da navegação, isso é, na web e seus distintos espaços possíveis.
Ao passar para a segunda parte do livro ele passa agora a enfocar as conjeturas e conseqüências culturais da ampliação do ciberespaço e faz isso a partir de oito capítulos. Aqui o autor faz uma crítica na nova pragmática das comunicações criadas pelo ciberespaço, transportando o esclarecimento da teoria do conceito de universal sem totalidade. Sendo assim é possível entender a movimentação social que existe e que se propaga a partir da cibercultura, tendo a sua formação estética e da relação da mesma com o saber a percepção de uma necessidade de reformas educacionais na cibercultura. E por fim ele novamente faz uma conceituação de alguns termos, como virtualidade do espaço, a cidade e a democracia eletrônica.
Ao falar da terceira parte do livro, na qual divide em cinco capitulos o autor passa nesse momento a ressaltar os aspectos negativos da cibercultura, onde se percebe aqui as criticas e conflitos que o tema ocasiona, onde ele discute o conceito de informação e nos modos de relação entre a aprendizagem e o pensamento, onde através de simulações, e navegações transversais em espaços abertos e inteligência coletiva e nos gêneros literários ( hiperdocumentos, obras interativas, ambientes virtuais e criação coletica distribuída), para ele é necessário uma abertura desses novos planos. Em um capitulo o autor faz uma critica de dominação, ele mostra como o dinamismo da cibercultura pode beneficiar o desenvolvimento individual e regional, através de uma importante ferramenta de dialética que ela pode proporcionar. Sendo assim ele introduz aqui a intenção de que o autor faça uma reflexão sobre a cibercultura, onde em vantagens e desvantagens ele perceba de que melhor forma ele pode ser utilizada .
No ultimo capitulo o autor começa a falar sobre o termo da cibercultura e sua importância, que para ele “inventa uma outra forma de fazer advir a presença do virtual do humano frente a si mesmo que não pela imposição da unidade de sentido.” E a partir daqui ele fala sobre três etapas da historia, sendo da cultura oral, das “civilizadas imperialistas”, e por fim da cibercultura, que esta ligada a globalização concreta em que a sociedade passa. Concluindo esse livro é uma importante fonte para entender as mudanças que vem acontecendo na nossa sociedade a partir dessas novas tecnologias de telecomunicações e da informática, e tem no conteúdo novas abordagens a respeito de como se utilizar dessas novas ferramentas tendo um cuidado, pois assim como outras também contem seus aspectos negativos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário